SINALIZAÇÃO
 
Tal qual uma empresa, escola, clube ou indústria, os condomínios também necessitam de sinalização adequada, seja para identificar equipamentos de segurança, seja para orientar acessos, seja para nomear ambientes.

Normalmente, a sinalizaçãode segurança é entregue pela construtora. Por exemplo, a numeração dos apartamentos ou casas (em caso de condomínio horizontal), a numeração dos andares nas escadas e a identificação do centro de medição. Há ainda a sinalização exigida pelo Corpo de Bombeiros, que consiste na identificação de hidrantes, extintores, portas corta-fogo e saídas de emergência.

Os materiais mais utilizados na fabricação de placas de sinalização são o PVC (de baixo custo, pode ser usado em ambientes externos, porém prefira os mais espessos), o alumínio (as placas de alumínio feitas sob encomenda têm um milímetro de espessura, portanto mais rígidas e duráveis que as produzidas em escala industrial) e o acrílico (tem melhor acabamento se for impresso pelo verso; evite placas de acrílico com o escrito adesivado pela frente).

O alumínio e o acrílico têm custos semelhantes. Já os materiais top de linha são o aço e o latão. José Carlos Salvador Rogai, sócio da Gravatécnica com Daniel Ribeiro dos Santos Junior, não recomenda o uso do latão. “Ele oxida e exige limpeza constante para manter a boa aparência”, diz.

As letras-caixa são utilizadas para a confecção do nome do prédio. “Normalmente as construtoras entregam o nome do prédio em chapa galvanizada pintada. Para o condomínio que prefere um produto mais bem acabado, sugerimos chapa de aço. O síndico pode escolher uma fonte de letra no computador ou fabricamos de acordo com o logotipo do prédio”, explica. Outra opção são as letras fundidas em alumínio, porém com apenas três opções de tipos de letras.

Há muitas sinalizações exigidas por lei. É o caso da botoeira com marcações em braile para os elevadores, determinada pela Resolução nº 4, da Secretaria da Habitação/Comissão Permanente de Acessibilidade de São Paulo, de 18 de agosto de 2000, assegurando o uso por portadores de deficiência visual. “Produzimos etiquetas de aço ou alumínio para fixar na botoeira”, aponta Rogai.

Outra exigência legal é o uso de material fotoluminescente em placas de rotas de fuga. Sérgio Frank, proprietário da Frank Parceria, lembra que a Instrução Técnica nº 20/2004 do Corpo de Bombeiros exige esse material em placas indicativas de escadas, saídas de emergência, hidrantes e portas corta-fogo, que devem ser fabricadas com plástico ou alumínio. “Inclusive para renovar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros o condomínio precisa estar de acordo com essa norma.

Antes de o síndico investir em placas, é preciso estar ciente da legislação”, afirma Frank, que atende condomínios com toda a parte de comunicação visual do prédio, produzindo totens de identificação e placas de acrílico, alumínio e plástico de alta resistência.

Principalmente para os elevadores, há leis que exigem sinalização específica. Em São Paulo, o decreto 37.956, de 10 de maio de 1999, regulamenta a lei 12.722, de 4 de setembro de 1998, que estabelece a afixação de aviso junto à porta dos elevadores para que o usuário verifique se o elevador está no andar. Conforme o decreto, deve constar na placa o seguinte aviso: “AVISO AOS PASSAGEIROS: antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar”.

Já a lei 11.995, de 16 de janeiro de 1996, veda qualquer forma de discriminação no acesso aos elevadores. Uma última lei que diz respeito a elevadores em São Paulo é a 12.751, de 4 de novembro de 1998, que dispõe sobre a obrigatoriedade de afixação de placas informativas contendo normas de segurança.

José Antonio Mayo, da Suarez Placas, costuma unir várias leis sobre elevadores numa única placa, para não “poluir” o visual da cabine. Por exemplo, é proibido fumar, o aviso para que o passageiro verifique se o elevador está no andar, a proibição de discriminação e para que crianças menores de 10 anos não usem sozinhas o elevador. Por isso, o ideal é contar com uma empresa especializada, para orientar o síndico quanto ao melhor layout da placa. Mayo ainda orienta os síndicos de edifícios que possuam CFTV a colocar uma placa (exigida pelo Decreto 43.236, de 22 de maio de 2003, e pela lei municipal 13.541, de 24 de março de 2003) na entrada do condomínio, indicando que a partir daquele ponto o ambiente está sendo filmado, as imagens são confidenciais e protegidas nos termos da lei.

GARAGENS, UM CASO À PARTE

Sinalizar a garagem é uma questão de segurança para motoristas, pedestres e também uma precaução para evitar acidentes e danos aos veículos. Para Alberto Miele, um dos sócios da Protepark, fabricante de redutores de velocidade, cantoneiras e protetores de colunas e paredes, a colocação desses acessórios funciona como um tratamento visual para garagens. “Antes, colocava-se pneus, o que é proibido, além de servir para acúmulo de poeira e água, proliferando insetos”, justifica.

Miele acredita que os síndicos buscam uma valorização das garagens: “As garagens são encaradas como uma extensão dos apartamentos.” A Protepark oferece redutores de velocidade de resina acrílica, com refletivo bidirecional, protetores de pára-choques com aditivo auto-extinguível (isto é, só queima em contato com a chama) e bate-roda em chapa de aço dobrada, com solda de alta resistência, tratamento de decapagem, bifosfatização e pintura epóxi a pó.

Carlos Alberto Zuliani, proprietário da Advento Comercial, há oito anos no mercado, frisa que, além de melhorar a estética das garagens, os protetores de pára-choques ajudam o motorista a estacionar corretamente na vaga. “Instalamos duas peças por vaga. O espaço que sobra entre elas é justamente o vão central do carro”, comenta. Zuliani diz que uma vaga ideal tem entre 2,20 e 2,30 metros de largura, mas que chega a encontrar muitas vagas com apenas 1,80 metro de largura.

Os protetores da Advento são produzidos de EVA, material termoplástico expandido, com 7 centímetros de espessura. “O EVA tem memória, isto é, o carro bate, retrai a borracha, o carro volta e a borracha recua”, explica. A empresa também oferece cantoneiras, específicas para quinas de colunas, e mantas para revestir colunas.

As vagas cada vez menores e o alto custo para efetuar qualquer reparo em um automóvel são os maiores estímulos para investir em protetores de garagem, acredita Clarisse dos Santos Correa, proprietária da Claris, que instala amortecedores de impacto, mantas para coluna, protetores de impacto para vaga 45º, limitadores de velocidade e cantoneiras. Clarisse esclarece que os protetores são fixados na parede com bucha e parafusos e as mantas são coladas. A empresa visita o condomínio para fazer a contagem do número de protetores necessários e realizar o orçamento.

Se o objetivo do condomínio for sinalizar e embelezar a garagem, uma opção é o revestimento de epóxi para o piso da garagem. A Engepox executa pisos de alta resistência há 11 anos para indústrias e desenvolveu um revestimento de menor espessura visando justamente aos subsolos de edifícios. “Com uma ótima relação custo–benefício, o condomínio tem um piso resistente, impermeável a óleo e água e mantém a garagem organizada e esteticamente bonita”, relata José Carlos Ribeiro Siqueira.

As áreas de circulação de veículos e as vagas são revestidas em cores diferentes, melhorando a organização do ambiente. O epóxi é disponível na cor desejada pelo cliente. Em prédios já habitados, a empresa faz a obra em etapas, visando atrapalhar o mínimo possível a vida dos condôminos. Primeiro, o piso é polido com vídias diamantadas e tratamento químico, para abrir os poros do concreto e garantir a aderência do produto. Depois o piso é lavado, aguarda-se um dia para secagem, as juntas e fissuras são tratadas, aplica-se seladora e a pintura é executada.

Revista Direcional Condomínios