CUIDADOS COM MORCEGOS E POMBOS
 
Além das baratas, ratos, mosquitos, cupins e pulgas, a presença de outras pragas urbanas pode incomodar os habitantes de condomínios. É o caso dos morcegos e dos pombos. Em São Paulo, existem mais de 20 espécies de morcegos e sua presença é cada vez mais comum. A maioria se alimenta de insetos, outros de pólen e néctar. Cavernas, copas e ocos de árvores são o habitat natural do morcego. Mas, a ausência de predadores e a fartura de alimentos e abrigo nas áreas urbanas fizeram com que os morcegos se adaptassem às cidades, se alojando durante o dia em caixas de persianas, cumeeiras, juntas de dilatação, chaminés e dutos de ventilação.

Os morcegos saem de seus abrigos ao entardecer ou à noite a procura de alimentos e podem errar sua rota de vôo e acabar dentro de um apartamento. No caso de se deparar com um morcego dentro de casa, jamais coloque a mão nele. Um morcego pode transmitir a raiva ou a histoplasmose (infecção pulmonar). Procure imobilizá-lo com uma caixa, balde, bacia ou pano. O Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura do Município de São Paulo recomenda que não se manipule nenhum tipo de morcego, vivo ou morto. Nunca tente capturá-los, nem utilize produtos químicos para desalojá-los. Para mais informações, acesse o site do Centro de Controle de Zoonoses:
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/saude/vigilancia_saude/ccz

Apesar da aparência romântica, os pombos também oferecem riscos à população e, especialmente, ao patrimônio. A poeira das fezes secas e dos ninhos dos pombos pode causar doenças respiratórias, como ornitose (infecção pulmonar), histoplasmose e criptococose (inflamação no cérebro). Podem ainda contaminar alimentos e causar salmonelose (infecção intestinal). Além dos danos à saúde, os pombos acarretam prejuízos ao ambiente. Suas fezes são muito ácidas e por isso estragam madeiras, vigas de telhado, forros, pinturas de carros e suas penas entopem ralos e calhas.

Ao limpar locais sujos de fezes de pombos, deve-se utilizar solução desinfetante a base de cloro, protegendo o nariz e a boca com máscara ou pano úmido e utilizando luvas. Para reduzir gradualmente o número de pombos de um local, o ideal é controlar o alimento e o abrigo disponível para as aves. Barreiras físicas, como espículas (espécie de hastes ponteagudas) e fios de nylon tensionados nos beirais, evitam o pouso dos pombos. Telas devem ser instaladas em locais onde as aves possam construir ninhos, como vãos para instalação de ar condicionado.

Revista Direcional Condomínios, Novembro/2005